Bar de Veneza forra teto com sutiã

25 08 2013

Bar de Veneza forra teto com sutiã





Todas soltam pum, poucas são sinceras

15 03 2013

Nos tempos de faculdade fui namoradeira, cheguei a emendar relacionamentos sem um período de “férias”entre um namorado e outro. Em 2000, aos 22 anos, colei grau e passei e enfrentar o machismo de um gaúcho que não gostava de ser ainda um universitário, enquanto o foco de sua namorada já estava na carreira. Eu, com o tal foco na carreira, resolvi deixar os namorados um pouco pra lá.

No meu longo período introspectivo para relacionamentos amorosos conheci homens de todos os tipos: canalhas, cafajestes, tímidos, desleixados, engraçados, sensuais, cavalheiros, convencidos, bonitos, feios, gordos, magros. Todos com um certo quê de carência. Passei a ter mais amigos homens e me vi compreendendo as aflições, traições, e entendimentos masculinos sobre as relações e a vida.

Passados 10 anos, numa bela tarde de carnaval, resolvi beijar um cara lindo, alto, barba rala, corpo em dia, inteligente, cavalheiro e galanteador. Eu, com meus 1,64m, pulei para arrancar um selinho dele, que estava bem esguio curtindo as marchinhas do alto dos seus 1,96m. Agarrei o bofe, e foi bem bom. Dali, começamos a viajar para ir ao encontro um do outro (a época ele morava em Porto Alegre, enquanto eu estava em São Paulo). Viagem vai, viagem vem, programamos nossas primeiras férias juntos e fomos Jericoacoara em novembro de 2010.

Pedra furada, cartão postal de Jericoacoara

Pedra furada, cartão postal de Jericoacoara

Nunca estive tão nervosa, depois de 10 anos estaria por 10 dias colada num cara que eu sequer via todos os dias. Um cara que se demonstrava um queridão, mas que até então não tinha nenhum compromisso sério comigo. A viagem de Porto Alegre a Jericoacoara durou 12 horas (6h de avião até Fortaleza e mais 6h de carro). Reservamos um hotel incrível, ficamos em um palafita maravilhosa. Da cama víamos o mar, a principal duna da praia, o céu, o sol, a lua. Olhar o lugar me fez relaxar, e resolvi dar um pulo no banheiro.

O que não me chamou a atenção foi que, na romântica e rústica palafita em questão, a parede que separa o banheiro do quarto não vai até o teto o que permite que se ouça absolutamente tudo o que acontece lá dentro. Minha intenção era só a de fazer xixi e soltar um pum, afinal de contas viajar por 12 horas mexe com as entranhas de qualquer ser humano.

O barulho que o pum fez foi similar a percussão de uma bateria de escola de samba: agudo, barulhento, alto e infindável. Quando terminei, olhei pra cima e só consegui dizer um “ai”, quase aos prantos por ter avacalhado a viagem com aquele cara incrível já na largada. O cara riu, me esperou sair do banheiro, fez uma piada e me fez relaxar (mas não muito).

No final das contas, estamos juntos até hoje e rimos muito desta história. A convivência com os meus amigos me deixou mais forte, mais racional, mais masculina, mais natural. É como um deles sempre diz: ˜toda a mulher peida, a maioria fica no silêncio e uma minoria é capaz de agir naturalmente na sinceridade do barulho”.





A arte de cultivar um buço

13 09 2010

Dia desses, um amigo me disse que não comemora ano-novo. Entendo o asco a festas de final de ano, mas Reveilón é, para mim, uma festa sagrada e que limpa a alma para começar um ano no mínimo, de forma divertida. Vejam o que pode acontecer numa festa dessas:





Para os chatos: pica

22 08 2010

Seis meses longe das palavras. Nesse meio ano de silêncio, de introspecção, vivi uma mudança brusca, talvez a maior de todas: uma mudança de mim. Estou mais tudo: velha (embora com a alma jovem), séria (mesmo que alegre), saudosa (e viajante para matar a saudade), brincalhona (mesmo nos momentos difíceis), prática (e cercada de toda a impaciência do mundo).

Vivi momentos adolescentes, aprontei divertidas coisas boas e chego aqui com uma certeza: eu não gosto de incomodação barata, nunca gostei. As aporrinhações de todo o dia ou gente que amigo meu é gente por mim deletada do mundo.

Essa fidelidade que sempre tive aos meus amigos/amores me leva a barbaridades como numa reunião em que um cara (nojento) defendia num monólogo irritante suas ideias. O cara (que já tinha magoado um dos presentes à mesa, meu amigo) é do tipo que gosta de piadas idiotas e sem propósito para “descontrair”. Numa dessas piadas “oi”, resolvi dizer o nome da criatura e acabar de vez com aquele papo que me irritava. Em alto e bom som, disse minha primeira palavra entre aquele círculo de pessoas: “PICA”. Todos me olharam e juntos, num momento insano, riram. Me retratei e disse: “BICCA”.

A correria ou a impaciência com alguém que me faz silenciar tem seu lado bom. Só um cara de pau tem a capacidade inconsciente de dizer pica, manter a seriedade e seguir em frente. E é assim que eu vivo: destrambelhada, cara de pau e dizendo pica para os outros, porque com os meus amores, ninguém mexe.





Piscina virou saudade

16 02 2010

A vida de uma mulher solteira gira em torno de trabalho, reuniões sociais e viagens. Cada uma tem a sua prioridade e parto do principio que o trabalho é um momento do dia que serve para pagar a vida que todo o mundo merece ter. Nasci para o footing e vivo para viajar, rir com gente leve e legal, amar minha família e me apaixonar.

Nas idas e vindas da vida, na minha cidade natal, conheci um carinha meigo, importado e gato. O moço, sério e comprometido, fez com que eu ficasse na minha. Tempos depois, voltei à cidade e reencontrei o bonito. Achei que valia, investi. A cidade estava um forno naqueles dias e descobrir a piscina que nos cercava foi fundamental para manter a noite de lua sorridente como uma pintura para a posteridade.

Foi um encontro incrível, de duas pessoas que se curtiram, mas aí…
Uma semana depois, pensando no cara, resolvi dar sinal de vida. Como? Mandando um SMS. Sucinta enviei:

– Piscina

E deu. Assim mesmo, “piscina”.

A loucura é tanta que nem consigo achar surreal. Fica a dica: não mande “piscina”, envie saudade.

*** O vídeo ‘Água na Carol’ mostra o retardamento feminino em fazer as coisas sem pensar. Ok, é carnaval. Mas a resposta certa da Carol deveria ser “olhos”. Optou por astronauta. Me identifico, eu disse piscina. ***





Do mergulho na virada ao bloco de areia na calcinha

20 01 2010


Manter a bunda em sigilo é um poder dos anônimos

Nos segundos iniciais de 2009 – sem motivo aparente – pensei em dar um mergulho na praia. Na Porto Alegre vazia daquele Réveillon, só me restava descansar para encarar um dia intenso de trabalho já nas primeiras horas do dia 1º de janeiro. E assim foi o ano passado: trabalho, trabalho e mais trabalho. Teve mudança também, e a chegada a São Paulo foi na verdade a grande virada que vivi.

Um ano depois, no Rio de Janeiro, deixei de lado as milhares de simpatias que sempre fiz nos dias 31 de dezembro. Drinque vai, drinque vem, percebi que estava ali, naquela cidade, exatos 365 dias depois de desejar aquele mergulho. A cobertura lotada da virada em Ipanema era a algumas quadras da praia, em um ponto seguro e discreto já que nesse dia a loucura do Rio acontece mesmo em Copacabana. Uma amiga queria respirar o ar de Iemanjá, já a ideia da outra era a de pular as “sete ondas”.

E lá, na beira da praia, corri feito uma desesperada, tirei o vestido e pulei na água. Enquanto a amiga das ondas pulava (também seminua) dentro d’água, a outra tomava conta de nossas roupas. Criei uma nova simpatia e resolvi pular 12 ondas (uma para cada mês do ano) já que eu nunca entendi a lógica das sete ondas mesmo. Após o mergulho, nos recompomos, vestimos os trajes e voltamos para a festa da cobertura como se ninguém fosse capaz de perceber nosso sal no lombo.

Aquele amigo, percebeu…

– Tá brotando areia de ti. Tá caindo pelas pernas.

– Pois é, tá estranho, eu tomei uma ducha, respondi.

– Mas tu mergulhaste?

– Do pescoço pra baixo para manter o cabelo e a maquiagem.

– “A fina”, mas tá expelindo areia, resolve isso, me aconselhou o amigo.

O tijolo de areia que se criou na minha calcinha fez um rastro da beira-mar ao apartamento. Porque sem um mico, Roupa Velha não teria estreado bem 2010.





Guia prático para metrossexuais não iniciados

6 10 2009

Você não sabe o real motivo para o fim daquele affair? Pois então descubra o que a cueca diz sobre um homem, postado hoje por Roupa Velha no blog
Em Busca do Phino.